Jabuticaba Amarela — A raridade dourada do Brasil profundo
Origem & História
Pouco conhecida do grande público, a jabuticaba amarela (geralmente identificada como Plinia glomerata ou Myrciaria glomerata) é uma espécie nativa do Cerrado e da Mata Atlântica, parente próxima da jabuticaba roxa tradicional. Seu nome já é convite à curiosidade: uma jabuticaba de casca amarela, polpa clara e sabor marcante. Rara em pomares comerciais, é cultivada por colecionadores e amantes das frutas nativas que valorizam biodiversidade e sabores únicos do território brasileiro.
Sabor & Experiência
Com polpa translúcida, suculenta e levemente firme, a jabuticaba amarela oferece um sabor agridoce refrescante, com notas que lembram abacaxi maduro, jabuticaba clássica e um leve toque cítrico. Ideal para consumo in natura, sucos tropicais, geleias e licores finos, sua aparência luminosa chama atenção tanto ao pé da árvore quanto no prato.
Cultivo Ideal
Gosta de: Sol pleno ou meia sombra, solo rico em matéria orgânica e bem drenado
Regiões indicadas: Sudeste, Sul, Centro-Oeste e áreas de altitude do Nordeste
Cultivo em vasos: Sim — excelente escolha para vasos grandes e pomares urbanos
Clima: Subtropical, tropical úmido e tropical de altitude
Características da Muda
Tipo: Formada por semente ou enxertia (a enxertada é mais precoce e produtiva)
Produção: Entre 3 a 5 anos (enxertada) ou até 8 anos (por semente)
Tamanho: Porte médio (3 a 6 metros), com tronco liso e frutificação diretamente no caule (caulifloria)
Manutenção: Moderada — aprecia regas regulares e adubação orgânica periódica
Para quem é
Indicada para o cultivador que busca exclusividade, beleza e brasilidade no pomar. A muda de jabuticaba amarela é uma relíquia viva, perfeita para colecionadores de frutíferas raras, projetos de resgate de espécies nativas ou jardins com propósito ecológico e estético. Uma fruta de visual surpreendente e sabor delicadamente tropical — a joia dourada que poucos conhecem, mas todos admiram quando floresce.
